3 lições que aprendemos com Simone de Beauvoir

Escritora e ativista feminista faleceu no dia 14 de abril de 1986

Há 35 anos, no dia 14 de abril de 1986, Simone de Beauvoir nos deixava aos 78 anos em decorrência de uma pneumonia. Ao longo da vida, construiu um legado incomparável enquanto escritora, filósofa e ativista feminista.


Autora do autêntico e revolucionário O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir nos ensinou e nos fez refletir sobre diversas questões em relação à liberdade, feminismo, igualdade, identidade, etc. Com um talento extremamente original e único, a escritora foi, e continua sendo, uma referência para muitas pessoas.


Filósofa, escritora e ícone do pensamento feminista e existencialista, a ativista estudou Filosofia na Universidade Sorbonne, em Paris. Aos 23 anos, tornou-se professora universitária e deu início às publicações: romances, ensaios, livros e obras que discutiam principalmente a figura da mulher na sociedade.

É fato que as reflexões filosóficas de Simone de Beauvoir impactaram gerações, inspiram mulheres e são importantíssimas para o estudo do feminismo. Para relembrar a incrível carreira literária da autora, listamos 3 lições que aprendemos com as obras dela. Confira:


Antes de apresentar a lista abaixo, porém, vale lembrar que, enquanto mulher branca e europeia, a autora deixou de abordar importantes questões do feminismo interseccional.

Ninguém nasce mulher: torna-se mulher

Frase do livro O Segundo Sexo, "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher" é certamente a mais conhecida da carreira de Simone de Beauvoir. Com o trecho, a autora reflete sobre a distinção entre gênero e sexo.


Segundo a ativista, sexo é um fator biológico, parte do corpo humano, enquanto gênero é uma construção social - isto é, ser homem ou mulher não é natural, mas um processo social e identitário.


O pessoal é político


Simone de Beauvoir discutia questões que até então não eram consideradas "políticas" como trazer o corpo social enquanto tema central de reflexão e discussão ao longo das diversas obras.


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Para a autora, debater e refletir publicamente sobre estas temáticas era uma urgência. Inclusive, com este movimento, a escritora 'antecipava' os estudos feministas frequentes dos anos 1970 de "o pessoal é político".


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