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Periferia é música, resistência e patrimônio cultural

A música na periferia tem uma grande importância cultural e social. Ela é uma forma de expressão da realidade e dos sentimentos dos moradores dessas regiões, que muitas vezes são marginalizados e excluídos da sociedade. A música é uma forma de protesto e resistência, mas também de celebração e alegria.

Entre os principais gêneros musicais da periferia, podemos destacar o rap, o funk e o pagode. O rap surgiu nos Estados Unidos nos anos 70 e chegou ao Brasil nos anos 80, se tornando um dos principais gêneros musicais da periferia brasileira. O rap tem como característica principal a letra, que é rimada e fala sobre a realidade dos moradores da periferia, abordando temas como violência, desigualdade social, racismo e exclusão.


O funk é um gênero musical que surgiu nos anos 70 nos Estados Unidos e se popularizou no Brasil nos anos 90. O funk é caracterizado pelo ritmo acelerado e pela batida forte, que são combinados com letras que falam sobre amor, sexo, festas e a vida na periferia. O funk tem sido muito criticado por conta de algumas letras consideradas ofensivas e de cunho sexual, mas também tem sido defendido como uma forma de expressão cultural da periferia.


O pagode é um gênero musical que surgiu no Rio de Janeiro nos anos 70 e se popularizou na década de 90. O pagode é um estilo de samba que é tocado em roda de amigos, com instrumentos como pandeiro, cavaquinho e violão. As letras do pagode falam sobre amor, amizade e alegria, e muitas vezes retratam a vida na periferia.


Além desses gêneros musicais, existem muitos outros que são populares na periferia, como o samba, o reggae, o hip hop e o forró. Todos eles têm em comum o fato de serem uma forma de expressão da cultura e dos sentimentos dos moradores dessas regiões.


A música na periferia tem sido usada como uma forma de denúncia da realidade social e econômica dessas regiões. As letras das músicas falam sobre a falta de emprego, a violência, a discriminação racial e a exclusão social. Muitos artistas da periferia têm usado a música como um meio de mobilização social, promovendo campanhas e projetos para melhorar a vida dos moradores dessas regiões.


Por outro lado, a música na periferia também é uma forma de celebração e alegria. As festas e bailes na periferia são animados pela música, que é uma forma de reunir as pessoas e promover a integração social.

Em resumo, a música na periferia é uma forma de expressão cultural e social muito importante. Ela representa a realidade e os sentimentos dos moradores dessas regiões, ao mesmo tempo em que promove a mobilização social e a celebração da vida. É uma forma de resistência e de luta contra as desigualdades sociais, mas também é uma forma de expressão artística e cultural que enriquece a diversidade do país.


No entanto, é importante destacar que a música na periferia também enfrenta muitos desafios, como a falta de apoio financeiro e institucional, a falta de acesso a recursos tecnológicos e a dificuldade de se profissionalizar e de obter reconhecimento artístico. Muitos artistas da periferia enfrentam barreiras para conseguir divulgar seu trabalho e para serem valorizados pelo mercado musical.


Para enfrentar esses desafios, é fundamental que haja políticas públicas que incentivem e promovam a cultura na periferia, por meio do apoio financeiro e técnico aos artistas, da criação de espaços culturais e da valorização da diversidade cultural brasileira. Além disso, é importante que haja uma conscientização por parte da sociedade sobre a importância da cultura da periferia e do papel fundamental que ela desempenha na construção de uma sociedade mais justa e democrática.


Em suma, a música na periferia é uma forma de expressão cultural e social que representa a realidade e os sentimentos dos moradores dessas regiões, promovendo a mobilização social e a celebração da vida. Apesar dos desafios enfrentados pelos artistas da periferia, é fundamental que haja políticas públicas e conscientização social sobre a importância da cultura da periferia para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.


Além disso, é importante destacar que a música na periferia também tem um papel importante na formação da identidade cultural dos moradores dessas regiões. A música é uma forma de transmitir valores, tradições e histórias, e ajuda a fortalecer a identidade cultural da periferia.


A música também é uma forma de escapar das dificuldades da vida na periferia e de encontrar esperança e inspiração. Muitas vezes, a música é vista como uma forma de superar a adversidade e de alcançar o sucesso, seja por meio do reconhecimento artístico ou por meio do empreendedorismo cultural.


No entanto, é importante destacar que a música na periferia não é apenas um produto cultural, mas também um meio de transformação social. Através da música, muitos artistas da periferia têm promovido campanhas e projetos para melhorar a vida dos moradores dessas regiões, seja por meio da promoção da educação, da saúde, da cultura ou do empreendedorismo.


Por fim, é importante destacar que a música na periferia é um patrimônio cultural que deve ser valorizado e preservado. Ela representa a diversidade e a riqueza cultural do país, e é uma forma de resistência e de luta contra as desigualdades sociais. É fundamental que haja políticas públicas que promovam e valorizem a cultura da periferia, e que haja uma conscientização por parte da sociedade sobre a importância desse patrimônio cultural para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.


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