"Gabriella Di Laccio" cria projeto para divulgar música de autoras eruditas.


LONDRES - A soprano gaúcha Gabriella Di Laccio, radicada em Londres desde 2001, estudou música a vida toda. Mas só há dois anos se deu conta de que algo precisava mudar no mundo das obras eruditas. Ao achar por acaso a “Enciclopédia internacional das mulheres compositoras”, publicada em 1987 pelo pesquisador Aaron Cohen, mergulhou num universo feminino de seis mil nomes, desconhecidos em sua grande maioria.


Tenho até vergonha de dizer: demorei tanto tempo para perceber que existia essa imensidão de obras clássicas de grande qualidade compostas por mulheres. Estudei autoras do barroco e do romantismo, como as de Francesca Caccini e Clara Schumann, mas contava esses nomes nos dedos — admite Gabriella, formada pelo Royal College of Music. — Passei a incluir, aos poucos, peças de mulheres nas minhas apresentações.

— Tenho até vergonha de dizer: demorei tanto tempo para perceber que existia essa imensidão de obras clássicas de grande qualidade compostas por mulheres. Estudei autoras do barroco e do romantismo, como as de Francesca Caccini e Clara Schumann, mas contava esses nomes nos dedos — admite Gabriella, formada pelo Royal College of Music. — Passei a incluir, aos poucos, peças de mulheres nas minhas apresentações.

Foi nessa investigação sobre representatividade, ou sobre a falta dela, que a soprano criou o Projeto Donne, para divulgar a música de autoras clássicas. Lançado este ano, o site do projeto (por enquanto só em inglês) inclui uma extensa lista de compositoras e uma série de vídeos curtos para serem compartilhados além do nicho acadêmico. O Donne engloba ainda uma coletânea de cinco CDs, dois deles já gravados: “Homage”, com canções de brasileiras e italianas; e “Le donne e la chitarra”, com peças de violão romântico de compositoras do século XIX.

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