Jota.Pê: Um Menino de Ouro



João Paulo Gomes da Silva, 23, nasceu em Osasco/SP. Muito mais conhecido como Jota Pê, depois de ser apelidado na sexta série por Juliana (amiga de escola), já possui composições que passam da sua idade de vida.

João começou a tocar com apenas 10 anos de idade em Fortaleza/CE, quando ganhou o primeiro violão de presente de seu pai.

“Eu tentei fazer aula, mas durou uma semana, pois achava um saco. Ai eu comecei a aprender sozinho, comprar revistinha e tentar tirar as músicas que eu gostava”.

Depois de se aprimorar no violão, de conhecer este universo fantástico que é a música, Jota tentou se juntar com inúmeras pessoas para formar bandas e tocar por aí, mas não deu muito certo.

“Eu sempre gostei de música e na minha família eu sempre tive ligação com isso, porque na família no meu pai meu vô tocou chorinho a vida inteira, meu tio hoje é maestro, minha vó cantava na igreja, meu tio-avô tocava, meu pai já teve banda e já chegou a ganhar festival, então quando tinha festa de família todo mundo pegava um instrumento diferente, fazia uma roda e tocava durante aquela festa toda e isso sempre me deu vontade de tocar”, afirma ele.

Jota começou o Ensino Médio Técnico, cursando TI (Tecnologia de Informação) e se matava para tirar as melhores notas (só para não ter que fazer tudo outra vez) e chegou a trabalhar na IBM (grande empresa de Análise de Sistemas), mas ainda assim, não gostou. Assim que terminou o curso, começou sua graduação em Design Digital e, o pior, ainda não era por isso que seu coração batia mais.

Um tempo depois começou a enfrentar os bares para tocar e sua rotina ficou ainda mais curta. Ainda enfrentava a faculdade e o trabalho.

Ao decorrer do tempo, ele começou a ter várias influências musicais, como Djavan, Tim Maia, CPM, Charlie Bronw, Racionais, Eminem, Incubus (uma das maiores influências da atualidade) e outros. Seu coração irradiava em pensar que poderia tocar as suas composições para o mundo.

Resolveu então pegar todas as letras em que ele tinham posto no papel e foi até um Estúdio de Gravação Musical. Ele estava decidido a gravar seu primeiro CD.

“Todo mundo que tocava neste CD era musico profissional, então os caras só tinham horário livre na segunda de manhã e eu ‘tava’ no trabalho”

Sua sorte era um chefe “bonzinho” que o deixava ir, às vezes, (por gostar de seu “segundo” trabalho) e depois ele podia compensar as horas que não estava em outra ocasião.

Depois de muito tempo com essa rotina, o CD estava pronto. Em seu Pré-lançamento (2015), chegou a ter quase 100 pessoas e deu para tirar uma boa grana. João, quando sentiu aquela sensação de liberdade, logo pensou em deixar o trabalho a qual estava e seguir assiduamente a carreira de Cantor.


Ele queria ir até o fim! Começou a compor e compor e quando deu por si, era realmente aquilo que queria para sua vida.

E foi tentando da maneira que achava que seria o correto e quando a coisa começou a ficar séria rolou aquela incerteza, grana pra pagar os músicos que o acompanhavam, desavenças com os colegas de trabalho e parecia tudo desmoronar, ele pensou em desistir.

“Quando percebi que alguns amigos não eram amigos, só gente querendo ganhar grana, eu pensei. Quando descobri que nem todo mundo que quer ajudar, ‘ta’ ajudando de coração, saca?”, diz ele.

Mas isso não foi o bastante para ele desistir, ele levantou a cabeça e continuou lutando.

Hoje João Paulo toma conta de sua carreira por inteira: divulgação, contato para shows, criação e ainda não acha seu trabalho 100% maduro, mas está sempre tentando melhorar em vários e diversos aspectos.

“Tem muita coisa pra fazer [...] Ainda ‘to’ descobrindo o tipo de sonoridade que eu quero pra mim, que tipo de cara eu sou.”

Ele ainda não se considera um cara conhecedor de si próprio, prefere que o tempo diga quem ele é. Do futuro, João espera alcançar lugares maiores, milhares de pessoas e que sua música possa conhecer o mundo, assim como ele.

#JotaPê #Música #Dificuldades #Determinação

22 visualizações

Apoio

© 2020 - Site em Creative Commons - SigoSom - PI

© 2017 - Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível